sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"1984"


"Pelo contrário", disse, "foi você que não a controlou (a memória). Por isso foi trazido para cá. Está aqui porque não teve humildade suficiente, não teve autodisciplina. Não se dispôs ao ato de submissão que é o preço a ser pago pelo equilíbrio mental. Preferiu ser um lunático, uma minoria de um. Só a mente disciplinada enxerga a realidade, Winston. Você acha que a realidade é uma coisa objetiva, externa, algo que existe por conta própria. Também acredita que a natureza da realidade é autoevidente. Quando se deixa levar pela ilusão de que vê alguma coisa, supõe que todos os outros veem o mesmo que você. Mas eu lhe garanto, Winston, a realidade não é externa. A realidade existe na mente humana e em nenhum outro lugar. Não na mente individual, que está sujeita a erros e que, de toda maneira, logo perece. A realidade existe apenas na mente do Partido, que é coletiva e imortal. Tudo o que o Partido reconhece como verdade é a verdade. É impossível ver a realidade se não for pelos olhos do Partido. E isso exige um ao de autodestruição, um esforço de vontade. Você precisa se humilhar antes de conquistar o equilíbrio mental." (página 292)

Eu matei minha mãe (Xavier Dolan)




Eu

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Papai



Sonhei hoje que conhecia um menino de, no máximo, 5 anos de idade, ao lado do ponto de ônibus da Mem de Sá. Ele, sem pai e sem mãe (o tio materno não o queria) era extremamente inteligente e eu fui à Globo falar com a Fátima Bernardes para tentar encontrar algum registro de sua mãe na emissora. Ao entrar na televisão, vejo minha avó conversando com a ex-apresentadora e a aviso que terei que sair com ela para procurar o nome da mãe desaparecida. Enquanto isso, me orgulhava de passar por jovens (aparentemente figurantes de telenovela) junto de Fátima, demonstrando intimidade com ela. A mãe não foi encontrada e eu me acostumo à ideia de que adotarei o menino e penso em dar a notícia aos meus pais. No entanto, tenho um embate ético: quero adotar o jovem por que o amo ou por que desejo possuir o estatuto da paternidade como ato de bondade, abnegação e bem visto aos olhos de Deus, para não ficar velho e morrer sozinho? Em uma lojinha de artigos de madeira, choro tentando buscar mais informações sobre o menino (sem nome) com o dono.

sábado, 10 de dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011