quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Copacabana na vida de Memélia


Por esses dias fiquei pensando sobre o bairro de Copacabana, carioca da Zona Sul. Então, dizem que lá é onde há o maior índice de pessoas da terceira idade por quilômetro quadrado, ou algo do tipo. Enfim, sabe-se que lá existem muitos idosos. Aí, vem à cabeça o pensamento de que lá deve haver qualidade de vida. Mas será que isso é verdade?


Ao pensarmos que, nas décadas de 1940 e 1950, Copacabana era o auge do glamour e sofisticação, é de se crer que os idosos que hoje lá vivem não são nada mais do que os jovens que naquela época lá estavam. Então, eles apenas não sairam de onde sempre viveram, por laços afetivos e/ou financeiros, não porque é um bairro calmo, bucólico, ótimo para as caminhadas dos senhores e senhoras.


Sendo assim, Copacabana vive os resquícios do que foi um dia.


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Como os jornais de classes altas não nos permitem esquecer, esse mês Dona Maria Amélia, mais conhecida como Memélia, mãe de Chico Buarque, fez aniversário de 100 anos, comparecendo à festa personalidades ilustres, como o presidente da República Luis Inácio Lula da Silva e sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff.


Pensemos, portanto, sobre como deve ser chato ser desta família:


O marido de Maria Amélia é Sérgio Buarque de Holanda, historiador bastante conhecido. Possuem dois filhos cantores, Chico Buarque e Miúcha, expoentes da Bossa Nova e de qualquer outro movimento músico-cultural do final do século XX. Miúcha teve um relacionamento com o igualmente cantor famoso João Gilberto e dessa relação nasceu Bebel Gilberto. Por sua vez, Chico Buarque casou-se com Marieta Severo, grande atriz, e tiveram Silvia, não tão conhecida assim, mas ainda atriz. Por último, o primo de Maria Amélia é Afonso Arinos de Mello Franco, membro da Academia Brasileira de Letras.


Ah, Memélia mora em Copacabana.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Gafes BBBnianas

De Pedro Henrique de Freitas, para Guido Arosa, no Orkut:

"A Hora da Estlela
25.Jan.2010

Serginho, Lia e Fernanda conversando na varanda sobre literatura.

Serginho: – Eu nunca li Clarice Spektor.
Lia: – Clarice LINSpector, pô.
Serginho: – Ah, Linspector. Então, nunca li. Diz que é bom.
Fernanda: – Eu também nunca li o livro, mas já li resumo."

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sábado, 23 de janeiro de 2010

Erros no jornal e erros na revista - Coisas sobre propaganda e Haiti




Eu gosto muito mais dos jornais de sábado do que os de domingo. Pelo menos as edições do jornal "O Globo" dos sábados são minhas preferencias. Ainda que sempre se compre mais jornal aos domingos - George Vidor, colunista do jornal, em palestra na PUC-Rio, em 2008, comenteu uma gafe, afirmando que vendia-se mais jornais aos sábados -, acredito que a edição de sábado é muito mais interessante e informativa, já que traz informações de sexta-feira, um dia útil, além de contemplar-nos com suplementos como "Prosa & Verso", "Ela" e um bom "Segundo Caderno".

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Na edição de hoje de "O Globo", dia 23 de janeiro de 2010, no caderno de Economia, a jornalista Maria Fernanda Delmas, que cuida, interinamente, da coluna "Negócios & Cia", originalmente de Flávia Oliveria, afirma que a nova propaganda do curso de inglês CCAA será lançada na quinta-feira.

Hein?! Se eu não me engano, ela já está na televisão há um bom tempo.

"Derrubado pela língua - O rapazinho na imagem acima (o jornal reproduz uma foto do casal beijando-se no carrossel) beija sem parar a namorada para não precisar falar inglês com ela. Como não domina o idioma, é derrubado por ele. É o mote da nova campanha do CCAA, a 1ª criada pela NBS. Estreia quinta."

O YouTube existe para provar que eu não estou mentindo:


Foi postado em 13 de janeiro de 2010.

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Meu Deus, o que foi as capas com a mesma foto das edições de semana passada das duas principais revistas semanais de informação do Brasil, "Veja" e "Época"??!!
Não é por nada, não, mas acho que eles deveriam ter mais cuidado editorial e buscar inovações, não cópias e repetições.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A sacanagem na Ilha de Itaparica


Um amigo me emprestou o livro "A casa dos budas ditosos", de João Ubaldo Ribeiro (aquele... pai do Bento Ribeiro, que apresenta o "Furo MTV"e já fez novale na Globo), lançado em 1999 pela editora Objetiva, fazendo parte da coleção "Plenos pecados" ou algo assim. Como a maioria já sabe, o livro trata da safadeza e já foi encenado por Fernanda Torres, no teatro.

Bem, em uma introdução do livro, Ubaldo diz que o relato foi enviado a ele, através de seu porteiro, com umas iniciais, revelando que era uma mulher que tinha dito aquilo tudo e alguém transcrito e que ele, Ubaldo, só estaria passando adiante o relato. Ou seja, ele não teria escrito nada.

Mas como acreditar tão fielmente nisso, se o livro fala da Bahia, Rio de Janeiro (mais especificamente de Ipanema), de "ilha" (algo que ele sempre se refere em suas colunas dominicais ao jornal "O Globo") e Itaparica, região natal dele??!!

Heim, seu João Ubaldo Ribeiro, acho que é o senhor quem é o sacaninha da história toda, não?!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Empolgação festiva

Sim, estou aqui diante de minha nova ferramenta tecnológica. Por incrível que pareça, acabei de descobrir, em apenas algumas horas, onde está o ponto de interrogação do netbook. Mais uma vitória.

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Ontem, na ULC (Ultra Love Cats, para os desinformados), primeira do ano, me senti a melhor das pessoas.

Sim, quase todos os meus amigos foram! Além de quase todos terem ido, encontrei vários outros conhecidos, não peguei fila (porque eu sou VIP e entrei em lista de aniversário), dancei bastante, beijei e aproveitei a primeira balada do ano!

O mais lindo de tudo: encontrei Renata, amiga de infância, lá!

Uhu, Nova Iguaçu!

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Sergio, atual líder do "Big Brother Brasil 10", segundo DJ Buba, um dos que comandam a ULC, participará da primeira festa logo após sua saída da casa. Apelam os DJ's: "votem a favor dele!"

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Big Brother Brasil 2010


Ontem, depois da novela "Viver a vida", teve a estreia do "Big Brother 10", com Pedro Bial no volante e outras pessoas no banco traseiro. Sendo assim, seguindo o euforia que a mídia encontra com o recomeço desse tipo de programa, vamos a algumas considerações:

1) Apenas pelo motivo de se terem três homossexuais no programa, não se fala de outra coisa além de sexo? Por que necessita-se associar sempre essa questão da vida da pessoa, que é apenas uma parcela dela, como se fosse tão determinante assim? Outra coisa, segregar os três em um grupinho, minorizando-os e segmentando-os, faz apenas com que a homossexualidade seja vista mais como minoria e seja ainda mais estigmatizada, pois a verdadeira conquista dos direitos civis dos mesmos é quando eles podem e conseguem ser vistos como iguais, que realmente são, em relaçõa a todos os outros da casa.

2) Fora o item 1, acho que mesmo se esses três não estivessem na casa, eles também só falariam mesmo de sexo. Deu até vergonha ver ontem o programa. Bial estava extremamente inspirado nas perguntas picantes e indiscretas.

3) Tudo bem que eu não ache que aquelas pessoas que sempre entraram no "BBB" fossem de verdade anônimas, com algumas excessões, claro. Mas agora é extremamente grotesco o fato de que todos que estão ali já eram, anteriormente, pseudo celebridades em algum meio. Sérgio e Tessália já eram conhecidos da internet; dizem que Dicesar era cabeleireiro ou maquilador de Angélica e companhia... Não que eu critique o fato, longe de mim, mas por que promover um envio de milhares de vídeos de anônimos, se se sabe que eles escolherão quem já é conhecido de alguém ou o mais bonito que um olheiro ver na balada?

sábado, 9 de janeiro de 2010

O Posto 9, melhor do Rio


Hoje, acordei com vontade de escrever e reavivar este espaço literário há tanto tempo entre a vida e a morte iminentes. Sendo assim, acho que recomeçarei a empreitada contando como foi a minha ida à praia, ontem.

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Consolidou-se, definitivamente, o fato de que o Posto 9, na praia de Ipanema, próximo à esquina da Avenida Vieira Souto com a Rua Joana Angélica, é o pedaço de areia mais disputado e badalado de todas as praias da cidade do Rio de Janeiro. Há anos que sou frequentador assíduo dessa praia, e ontem, como o verão pede, fui até ela, juntamente com três amigos da Escola de Comunicação.

Mais especificamente, vou à Ipanema desde 08 de janeiro de 2005, quando, saído da casa de minha avó, fui até lá, decidido a pegar um bronze, me divertir e pensar na vida, com aqueles quase poucos 15 anos de idade. Antes, ia ao Arpoador, com meu avô e sua esposa, sendo que antes disso, com meus pais e outras pessoas da família, frequentava mais a Barra da Tijuca. Mas chega a razão à vida de uma pessoa e ela passa a ir onde é o point, Ipanema.

Ficava mais próximo ao Posto 8, mas agora estou ficando para o 9. Ontem, dia 08 de janeiro de 2010, exatos 05 anos de minha vitoriosa ida à felicidade, fui à praia sem saber que ela seria tão badalada assim. Vamos aos fatos:

1) Um repórter do jornal "Extra", com fotógrafo, estava bem em frente a nós entrevistando vendedores ambulantes de mate, vestidos com a roupa tradicional do Mate Leão. Não sabíamos que ontem foi o dia da liberação do mesmo, em galão, pela prefeitura, que o choque de ordem havia proibido, mas que por força maior da cultura e memória da população, voltou atrás. O esforçado repórter, sofrendo com tênis, calça jeans e camisa fechada, fazendo companhia a um fotógrafo gordinho com toalhinha cobrindo a careca do calor, pedia aos vendedores que brindassem com um copo da bebida e fazia perguntas aos banhistas. Movimentação geral para sabermos se seríamos entrevistados, se uma foto por acaso nossa poderia ser tirada, mas como somos meros anônimos, nada de entrevistar-nos, nem fotografar-nos.

Foi então que, hoje pela manhã, folheio o primeiro caderno do jornal "O Globo", pai rico do "Extra" e vejo, logo abaixo da previsão da meteorologia, reportagem do querido coleguinha que vimos a nossa frente: "Liberada a venda de mate de galão nas praias - Paes toma decisão por considerar que bebida é uma tradição nas areias; produto será examinado pela Vigilância Sanitária", por Antero Gomes, do "Extra", com foto de Guilherme Pinto, o homem da toalhinha rosa na cabeça.

2) O "Fashion Rio" está aí, ontem também foi seu primeiro dia, e a modelo e apresentadora do canal de televisão por assinatura GNT, Mariana Weickert, foi também ao Posto 9 entrevistar pessoas comuns sobre o modo de usar e escolher seus biquinis. Só que como em TV tudo é moldado e figurado, muito pela imagem do produtor, muito antes da modelo branquela gaúcha, de vestidinho rosa tomara que caia e óculos escuros Ray Ban chegar, já estavam torrando no sol técnicos da Globosat e uma moça, que deveria mesmo ser a pobre coitada da produtora. Muito depois, quando a modelo chegou, mais gente ainda com ela chegou também. Com a mesma expectativa em relação a nossa imagem que foi evidente com o jornal "Extra", esperávamos que a moça nos estrevistasse, coisa que não aconteceu, muito porque éramos todos homens, e ela queria saber mais é de mulher.

Mas preciso dizer: ela é alta demais, tem nariz grande demais, seu sotaque gaúcho ainda é evidente demais e eu já a tinha visto antes, quando ainda estudava na PUC, na entrada da faculdade, à noite, fazendo entrevistas para o "GNT Fashion", bem ao lado da fumaça do churrasquinho.

Não quis me entrevistar, é nisso que dá. Falo mesmo, porque homem branco, que nem eu, não tem papas na língua.

P.S.: Guilherme Zaiden, in memorian.

3) Um bando de malandrinhos estavam se divertindo em seus possantes jet skis, muito próximos da faixa de areia. Um abursdo, perigo aos banhistas, ultraje aos pobres coitados dos simples jogadores de frecobol que estavam lá atrás, na areia quente, e triste a barraquinha do choque de ordem, bem em frente ao Posto 9, não fazer nada. Já estávamos de saída quando isso aconteceu, tomando banho do chuveirinho, e percebemos que alguns banhistas estavam aplaudindo essas pessoas. Espero que estivessem, sinceramente, aplaudindo ironicamente esses caras.

4) Por último, quase ia me esquecendo: três gringras, ao nosso lado direito, estavam praticando top less! Duas até que tinham petchólas de respeito, mas a terceira, mais morena, meu Deus, fazia o estilo Fernanda Torres de viver. Elas realmente não tinham vergonha do que estavam fazendo, achavam que estavam em Ibiza ou Saint Tropez, mas o bom é que ninguém criticou, não a acusaram de atentado ao puder e, convenhamos, tem umas que usam um biquini que é praticamente uma nudez explícita.

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Finalizando o post, não vi e nem senti o cheiro de nenhum maconheiro nem de maconha, respectivamente. Não é que o Posto 9 esteja perdendo sua fama, fonte de renda, e graça, mas é que o pessoal deve estar com vergonha e esperando essa onde de civilidade do Eduardo Paes passar.

P.S.2: Post em memória de Fernanda Amorim, que leva a felicidade para o Arpoador.