segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A alma e as formas



Das vezes em que me desesperar:
Me pisar.
Eu poderia cair
Para assim levantar
Mas agora, prefiro me boicotar
Para assim viver
De pena do que não foi vivido

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

domingo, 13 de outubro de 2013

Sofra comigo em lições (33)


O futuro é agora



Caso, um dia, tenha achado que me perderia
Hoje, tenho certeza
Não me achei, nunca mais
Ando, sempre, a olhar em volta
E não me encontrar no tempo
Estou flutuando

Eu sou a frustração
Do não feito
Do não pensado
Do não quisto
Do não

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O esboço de um nada

O que vai ser de mim, que não tenho chão, não tenho canudo, não tenho amor, não tenho destino, não tenho futuro, não tenho a vida, não tenho corpo, não tenho beleza, não tenho talento, não tenho sorte, não tenho crença, não tenho o olhar, não tenho viço, não tenho a família, não tenho horizonte, não tenho a razão?

O que vai ser de mim, que hoje sou apenas um esboço de nada?

O que vai ser de mim, que tenho apenas a depressão, apenas a comiseração, apenas a pena, apenas o horror, apenas o escuro, apenas o tapa na cara, apenas a rejeição, apenas o desamor, apenas o escárnio, apenas o desemprego, apenas o ensino superior incompleto, apenas obra nenhuma publicada, apenas um corpo a ser inutilizado, apenas o apenas?

domingo, 25 de agosto de 2013

Porquinho-da-Índia (Manuel Bandeira)

Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele prá sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...

- O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.