quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Boas festas

Quase entrando em vacas ações.

Professor passando uma resenha de uma parte de um livro grande e chato, que não somará nota, apenas não a tirará, é muito do chato.

***

Ainda esse ano (meu Deus, já está acabando). Bem, então, até primeiras semanas de janeiro, pretendo assistir tais filmes, tais peças, ler tais livros e fazer tais coisas:

1) Cortar o cabelo, por R$ 15,00, no cabeleireiro César ou Cláudio (nunca me lembro o nome dele), em frente ao Planalto do Chopp do Grajaú;

2) Acabar de ler "No caminho de Swann", de Marcel Proust, que estou lendo desde começo de outubro, para ver se ocupava minha mente após o fim dos 77 dias de namoro;

3) Começar e terminar de ler "A casa dos budas ditosos", de João Ubaldo Ribeiro e "Álbum de família", de Clarice Lispector (sim, eu disse, em post anterior, que eu já havia lido outros, mas isso é uma mentira, só fiz isso para somar números à lista, para parecer mais inteligente e legal do que realmente sou);

4) Revelar fotografias que estão presas e trancafiadas no computador. Desde janeiro de 2002 que não relevo nenhuma foto, se não me engano. Estávamos viajando - eu, meu pai, minha mãe, e meu irmão - visitando o irmão de minha mãe com sua então esposa, em Portugal, assim como visitando a família de meu pai, que mora na Espanha. Decidimos revelar todas as fotos já tiradas em Portugal mesmo, na cidade de Póvoa de Varzim, mais especificamente. Se também não me engano, dizem as boas línguas que o escritor Eça de Queirós nasceu nessa cidade;

5) Ver os filmes: "Abraços partidos", do espanhol Pedro Almodóvar; "Bastardos inglórios", do estadunidense Quentin Tarantino; "Deixa ela entrar", do sueco (?) Tomas Alfredson; e muitos outros...;

6) Acabar, antes do dia 7 de janeiro, ou melhor, antes mesmo de dezembro terminar, a resenha de um livro que eu abstraí o nome de minha cabeça, para História da Comunicação;

7) Terminar, finalmente, e com louvor, de escrever o livro "O complexo melancólico", que sofro para terminar desde dezembro de 2007.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Minha vida é um carango


Finalmente, depois de ter pago, pela primeira vez, o Duda, em 16 de novembro de 2008, poderei dizer que estou passado na prova da autoescola.

Paguei o Duda em 16 de novembro de 2008; consigui marcar com o Detran em 30 de dezembro de 2008; paguei a autoescola no começo de janeiro de 2009; fui para a primeira aula teórica em 17 de fevereiro de 2009; fiz minha prova teórica no começo de abril de 2009; comecei minhas aulas práticas em 18 de maio de 2009; acabei minhas aulas práticas em junho de 2009; desmarquei minha primeira prova marcada para dia 24 de julho de 2009, porque meu pai disse que ainda era cedo e que eu deveria fazer mais aulas; fiz minha primeira, de fato, prova prática em 19 de agosto de 2009; não passei e fiz minha segunda prova prática em 16 de outubro de 2009; e, finalmente, fiz minha última prova prática, que passei, hoje, dia 14 de dezembro de 2009. Daqui há apenas 16 dias meu processo venceria e eu teria que fazer tudo novamente.

Fiz, além das 15 aulas práticas que já estão inclusas no pacote, mais umas 20 aulas, praticamente. Sendo assim, fiz 35 aulas práticas, realmente. Fora as 30 aulas teóricas.

Os gastos devem ter chegado à quase R$ 1600,00.

Um carrinho agora já tenho, pelo bom Deus. Um Ford K, kkk onomatopeicos.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O homem sem qualidades

Não se engane, a minha vida é chata, monótona, um fim em si mesma, um cotidiano idoso dentro do supostamente jovem, uma bobagem sem sentido, que dentro de seus limites específicos, não consegue sair de sua mediucridade ululante, que palpita diante de mim e dos outros, sem nunca me dizer algo que preste.

Sou sozinho, tímido, que vai ao cinema sozinho, que se refugia na frustração literária e que possui uma extrema vergonha alheia. Já fiz análise, já fiz amores passados, já fiz amores presentes e espero um dia fazer amores futuros, ainda que saiba que nenhum deles vingará, pois sempre abandonado se é.

Meus dias são sem propósito, meus objetivos nunca são alcançados, sempre possuo a sensação de dever não cumprido. Livros nunca terminados, leituras pela metade deixadas, caminhadas em vão vazias pelas ruas, uma identidade ao sábado à noite ao lado da avó idosa, vendo nisso uma das maiores felicidades e realizações mundanas.

Não sei cantar, não sei desenhar, não sei cozinhar, ainda não passei na prova de direção, não trabalho, até produzo, mas é apenas algo particular, sem repercussão e sem fins lucrativos. Dos filmes que gosto, dizem alguma coisa para mim, mas param em mim, porque meus amigos não gostam deles, e meus livros lidos são algo terminado na estante, pois é lado que eles invariavelmente acabam, compartilhados unicamente com meu pensamento.

Nem um blog eu consigo permanecer tendo. Ninguém nem o lê.

Espero que um dia eu deixe de ser melancólico e me satisfaça com a vida que eu tenho.

Agora, antes de dormir, depois de fechar o livro na página 300, Marcel Proust que me perdoe, mas caio em cama ao som, e não ao sabor de madeleine, de Aretha Franklin, Mahalia Jackson, Nina Simone, Amy Winehouse, Edith Piaf, Paolo Nutini, Ray Charles e Louis Armstrong.

Beijos, me liguem se quiserem.

***

Se você não captou a intertextualidade do título, quem vai revelá-la para você não sou eu. Vá ler Robert Musil.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um fim de semana de filmes ruins

Esse fim de semana eu fui ao cinema, tanto sábado quanto domingo, e decepcionei-me, sob medidas diferentes, em ambas as sessões.

No sábado, diante do convite de um amigo, que não via há alguns meses, de sairmos, fui impelido, pelo avançado da hora, a aceitar ir ao Unibanco Arteplex, na Praia de Botafogo, um dos poucos bons cinemas restastes de rua do Rio de Janeiro. Sendo assim, fomos assistir "Lua nova", segunda adaptação para as telas da série de livros da escritora estadunidense Stephenie Meyer. Era o único filme que estava passando meia-noite e eu não tive outra escolha, a não ser pagar os sofridos R$ 9,00 e ir para a sala morrendo de sono.

Eu, naquela mesma semana, assisti uma mínima parte de "Crepúsculo", no Telecine Pipoca. O filme já é ruim, dublado, só Jesus salva. Para salvar minha dignidade, deixei de ver o filme e mudei para outro canal. Mas até que isso não me prejudicor para o entendimento de "Lua nova", pois o filme é tão simplório e se estende por muito tempo diante de uma questão tão sem muitos sentidos complexos (a paixão dos personagens principais; o vampiro não querendo a humana; o amor de um lobisomen entre os dois), que você se vê impelido a olhar pura e simplesmente para caras pálidas demais e corpos sarados também por demais.

Já "2012", visto no Shopping Tijuca, domingo, depois de uma reuniãozinha com a galerinha maneira da faculdade em um bar na Praça Vanhargen, ou seja lá como se escreve isso, foi algo que me decepcionou mais ou menos. Aliás, nem chegou a me decepcionar, porque eu já fui sabendo que seria um típico filme-catástrofe, que é estruturado por efeitos especiais e questões morais americanas bem corriqueiras. Demorou também bastante, mas o tempo pareceu passar mais rápido que em "Lua nova".

Concluindo, para me redimir, eu pretendo, neste próximo fim de semana, assistir a filmes mais cults e que me elevem aos céus do pseudo-cool.

sábado, 21 de novembro de 2009

Os últimos

1) Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
2) A metamorfose, de Franz Kafka
3) Dom Casmurro, de Machado de Assis
4) A morte de Ivan Ilitch, de Leon Tolstoi
5) Os relógios, de Agatha Christie
6) O processo, de Franz Kafka
7) Nosso homem em Havana, de Graham Greene
8) Cidade de vidro, in A trilogia de Nova York, de Paul Auster
9) A invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares
10) No caminho de Swann, de Marcel Proust
11) Desafios brasileiros na era dos gigantes, de Samuel Pinheiro Guimarães
12) A casa dos budas ditosos, de João Ubaldo Ribeiro
13) A hora da estrela, de Clarice Lispector
14) Álbum de família, de Clarice Lispector
15) Memórias de minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ai ai ai

Ainda não entendi da melhor maneira possível qual é o processo correto para se escrever um livro. Nem sei ainda se tenho paciência suficiente para escrever um. Apesar de tudo, já há quase dois anos, estou escrevendo um. Como não tenho muita disciplina, escrevi contos, que me fazem ter maior liberdade e tempo mais sucinto para dizer logo tudo o que eu quero. Realmente não teria como preencher pelo menos duzentas páginas com coisas que eu disse em, até o momento, no máximo seis páginas. Apesar de tudo, ao mesmo tempo em que tenho oportunidade de dizer mais coisas em mais contos e não ter que me disciplinar tanto, pelo brevidade contista, creio que não sou tão profundo e não tive a oportunidade de dizer número eficaz de coisas que poderiam vir a ser ditas em um livro.

Sendo assim, acho que com o tempo em que já pratiquei a escrita - mais especificamente desde dezembro de 2007 - já devo ter aprendido o suficiente. Além de tudo, as férias de verão já estão aí e posso me dedicar com mais afinco ao ofício. No entanto, posso até ter tempo para escrever, mas preciso, primordialmente, ter o que escrever. No meu livro de contos, "O complexo melancólico", ainda nem impresso, já escrevi uns dez. Alguns mais curtos que outros; um até poesia. Por enquanto, ainda falta finalizar dois, e devo querer escrever mais uns dois, ou três, mais por querer escrever mais páginas mesmo. Portanto, se eu realmente viesse a escrever um romance, com umas 300 páginas, atualmente provavelmente seria sobre a Espanha e a imigração, não tendo eu mais espaço para introspecções internas pscicológicas, pois elas já foram quase que todas esgotadas em "O complexo melancólico".

Ai ai ai, carrapato não tem pai. Ainda que, antes, eu pensasse que fosse Ai Ai Ai, carrapato não tem mais. Ou vice-versa.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Paliatividade

Sinceramente, a dor doi tão doída, que quando ela doi, chega a doer tanto que eu chego a gritar um grito alto, que chega tão longe e ao mesmo tempo não chega a ninguém, que acaba me fazendo ficar com mais dor, fazendo com que volte tudo ao princípio, matando e consumindo as almas doloridas e sofridas dessa África de sofrimentos mundanos e sem sentido que existe internamente dentro de nós mesmos.